Eleitores Favoráveis às Desigualdades Sociais e Corrupção
Fonte: You Tube
O que mais
nos atemoriza no período eleitoral no Brasil é o comportamento dos eleitores,
sobretudo quando são favoráveis às desigualdades sociais e a corrupção, elegendo uma elite política de bufões
corruptos, verdadeiros vigaristas sem consciência cívica, sempre dispostos a
destruir as normas democráticas para o enriquecimento pessoal.
O atual
Congresso, visto como o pior da história do Brasil, demonstra a falta de
compromissos dos eleitores, que elegem um poder legislativo, que é praticamente
alugado por bilionários, lobistas e interesses financeiros obscuros, que
transformam o Congresso em um poder para atender as necessidades deles e não do povo.
Neste
cenário temos um poder legislativo que não permite a democracia e sem limites,
reforçado pelo que é visto como o pior esquema de corrupção do país, ou seja, orçamento secreto. É um poder que não se preocupa com políticas sociais, que
visem as desigualdades sociais em termos de melhoria das condições de saúde da
população e de melhores níveis educacionais.
É preciso
limitar o Poder Legislativo, sabendo-se que a maioria de suas decisões
estruturais vem de pressões por trás da cortina. É preciso limitar neste país
as vozes não eleitas e invisíveis da elite financeira por trás da cortina e os
eleitores têm uma grande responsabilidade sobre isto, fazendo melhores escolhas
de seus parlamentares.
Quando
vamos caminhar para uma solidariedade que pode dar um significado ao ideal de
autogoverno – um sistema do povo, pelo povo e para o povo? Infelizmente, a
divisão política do momento, em cima de paixão pelo candidato A ou B, não nos
leva a entender que os freios e contrapesos numa democracia foram concebidos
para que a ambição contrabalançasse a ambição e não para que a ganância
subsidiasse a ganância.
No Poder
Executivo, nós eleitores, registramos um quadro péssimo, em termos de corrupção
e desigualdades sociais, agora exacerbado com a violência e o crime organizado.
Dos últimos presidentes eleitos, tivemos dois condenados e presos por corrupção
– Collor e Lula, sem falar que Temer foi também preso por corrupção. Por
último, chegamos à desordem maior, com a condenação e prisão de Bolsonaro por
golpe de Estado.
Quanto às
desigualdades sociais, os governos de Temer e Bolsonaro foram os mais perversos
para a sociedade, ao limitarem os gastos públicos de forma draconiana. No atual
governo Lula foi introduzido um novo arcabouço fiscal para tratar do problema
de receitas e despesas do país. Este novo arcabouço fiscal, já chamado de
palhaçada, parece considerar as despesas de saúde e educação de uma população
pobre como gastos e não como investimentos. Para piorar a situação, não se tem
um planejamento de longo prazo do que seriam os investimentos nestas áreas
sociais.
Como limitar
os gastos públicos à arrecadação, quando os bilionários não pagam impostos
neste país? Mesmo assim isto é defendido pelos pobres bolsonaristas, que sempre
criticam os aumentos de gastos do governo, mesmo sendo em educação e saúde.
O governo
não tributa os super-ricos porque precisa "arrecadar receita". Essa
ideia é absurda, já que o dinheiro arrecadado com impostos é criado pelo
governo e injetado na economia. Não, a razão pela qual precisamos tributar os
super-ricos é porque sua riqueza desproporcional lhes confere um poder
grotesco. Temos bilionários se gabando de poder comprar eleições. A existência
de super-ricos não serve a um propósito público, pois eles não contribuem para
uma sociedade democrática estável.
Quanto ao
Poder Judiciário, neste momento do maior escândalo de corrupção do sistema
financeiro do país, juristas famosos começam a colocá-lo em seu lugar. Não
parece se diferenciar dos outros poderes e muitos não imaginavam que a
“Degradação do Judiciário” estivesse tão “fora de ordem”.
É terrível,
grave e triste ler que “diversos ministros do STF, na visão da maioria dos
cidadãos brasileiros, não atuam com imparcialidade, ou seja, não fazem justiça.
Tem mais: mantêm relações promíscuas com políticos e com endinheirados
potentes. Viraram políticos togados”. Meu Deus! Para onde estamos caminhando,
com tamanha influencia política no Poder Judiciário.
Há poucos
dias vimos o Presidente Lula rejeitar a indicação de uma mulher para o STF e
indicar outro candidato, que parecia ter maior potencial de fortalecer sua
candidatura. As eleições se aproximam e já estamos vendo a extrema direita e
direita bolsonarista se articulando para manter o status quo. Do lado da
esquerda, não vemos inovação e tudo caminha para ter Lula de volta, um viciado
em formar frentes amplas para manter, também, o status quo e o poder.
Até quando
os eleitores vão aceitar as deformações das políticas sociais no país, das
desigualdades e corrupção dos Poderes? Será que nas próximas eleições vamos
caminhar contra isto, mostrando nossa força nas urnas, escolhendo melhores políticos
comprometidos com mudanças? É hora de mudar os que nos fizeram e fazem tanto mal.

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